A produção de peixe e marisco em tanques controlados, jaulas de rede ou viveiros é hoje essencial tanto para a alimentação como para a conservação de espécies e criação de juvenis. Estas instalações dependem de um fornecimento de energia seguro e contínuo. Para responder a estas exigências, a LAPP desenvolveu o ÖLFLEX® AQUA 510 P, um cabo especialmente concebido para ambientes de aquacultura.
Atualmente, uma parte significativa do peixe e marisco consumido em todo o mundo provém da aquacultura, que surge como alternativa à pesca selvagem e como forma de proteger stocks sobre explorados. A produção em jaulas ou tanques permite elevados rendimentos e eficiência, tornando este setor cada vez mais relevante para o abastecimento alimentar global. Com a procura em crescimento, multiplicam-se as instalações de aquacultura em todo o mundo.
Resistência para todas as zonas climáticas
O ÖLFLEX® AQUA 510 P foi concebido para suportar condições climatéricas extremas, como as encontradas em mar aberto. O cabo PUR, resistente ao ozono, sem halogéneos e sem plastificantes, suporta facilmente excreções de animais marinhos, radiação UV, lubrificantes à base de óleo mineral, amoníaco e outros agentes químicos. A sua construção reforçada, resistente a cortes e entalhes, garante durabilidade mesmo em operações exigentes.
Uma das suas características distintivas é a bainha exterior lisa e não porosa, que reduz a fixação de algas e mexilhões e facilita a limpeza. O isolamento de baixa capacidade dos condutores permite percursos longos de transmissão, com instalação fixa e movimentos ocasionais, sem perdas significativas.
Frank Hörtnagl, Gestor de Produto da LAPP, explica:
“Até agora, cabos de borracha standard eram os mais utilizados na aquacultura. No entanto, estes cabos não são muito duráveis e tornam-se quebradiços em contacto com água salgada ou águas residuais. Além disso, o calcário marinho acumula-se facilmente nas bainhas exteriores rugosas, exigindo limpezas mecânicas frequentes, que reduzem ainda mais a vida útil. Com o ÖLFLEX® AQUA 510 P, desenvolvemos um cabo capaz de resistir a todas estas condições.”
Como a aquacultura está presente em todos os oceanos, o cabo foi projetado para funcionar em todas as zonas climáticas — subpolares, temperadas, subtropicais e tropicais. Está certificado para utilização em água doce até 10 metros de profundidade e 40 °C de temperatura. Para além de sistemas de aeração e alimentadores automáticos, o ÖLFLEX® AQUA 510 P é também adequado para amarrações em portos, fontes, estaleiros, eventos e aplicações agrícolas.
O que te motivou a juntar-te ao nosso departamento de exportação?
[PT] Sempre tive interesse no mercado africano, pelo seu dinamismo e desafios, mas sobretudo pelo seu enorme potencial. Motiva-me a ideia de ser um agente ativo no crescimento do continente, ao desenvolver pontes comerciais que geram valor tanto para a empresa, como para o mercado.
[EN] I’ve always been interested in the African market due to its dynamism and challenges, but above all, for its enormous potential. I am motivated by the idea of being an active player in the continent’s growth by developing commercial bridges that create value for both the company and the market.
[FR] J’ai toujours été intéressé par le marché africain pour son dynamisme et ses défis, mais surtout pour son énorme potentiel. L’idée d’être un acteur actif de la croissance du continent me motive, en développant des ponts commerciaux qui génèrent de la valeur tant pour l’entreprise que pour le marché.
Se tivesses de escolher um país onde gostarias de trabalhar por uns meses, qual seria e porquê?
[PT] Hmm talvez no Egito. Tenho curiosidade de conhecer o país, por toda a bagagem cultural e histórica. A nível de mercado parece-me interessante, devido à sua posição geográfica estratégica, é aquele cruzamento entre África, Europa e o Médio-Oriente.
[EN] Hmm, maybe Egypt. I’m curious to explore the country because of all its cultural and historical background. Market-wise, it seems very interesting due to its strategic geographical position—it’s that crossroads between Africa, Europe, and the Middle East.
[FR] Hum, peut-être l’Égypte. Je suis curieux de découvrir le pays pour tout son bagage culturel et historique. Au niveau du marché, cela me semble intéressant en raison de sa position géographique stratégique ; c’est ce carrefour entre l’Afrique, l’Europe et le Moyen-Orient.
Que talento inesperado tens que quase ninguém conhece?
[PT] Bem, não deve ser muito útil numa reunião de negócios e nem sei se é considerado um talento, mas consigo mexer as orelhas hahaha. Por vezes, é um bom “quebra-gelo”.
[EN] Well, it’s probably not very useful in a business meeting, and I don’t even know if it counts as a talent, but I can wiggle my ears! Haha. Sometimes, it’s a great icebreaker.
[FR] Eh bien, ça ne doit pas être très utile en réunion d’affaires et je ne sais même pas si c’est considéré comme un talent, mais je peux bouger les oreilles ! Haha. Parfois, c’est um bon moyen de briser la glace.
Qual foi o momento mais marcante da tua carreira até agora?
[PT] Honestamente não me vem nada à cabeça haha. Mas se tivesse de escolher um, talvez seria a minha primeira oportunidade de trabalho, o primeiro sim depois de muitos “nãos”, não se esquece.
[EN] Honestly, nothing specific comes to mind. But if I had to choose one, it would probably be my first job opportunity—that first “yes” after many “no’s” is something you never forget.
[FR] Honnêtement, rien ne me vient à l’esprit. Mais si je devais en choisir un, ce serait peut-être ma première opportunité de travail ; ce premier “oui” après de nombreux “non”, ça ne s’oublie pas.
Se a tua equipa tivesse de te descrever numa palavra, qual achas que seria?
[PT] Diria, alegre. Acredito que o otimismo é contagiante e fundamental para manter o foco nas soluções, em vez de nos problemas. Tento sempre trazer essa energia positiva para o ambiente de trabalho.
[EN] I’d say, cheerful. I believe optimism is contagious and essential for staying focused on solutions rather than problems. I always try to bring that positive energy to the workplace.
[FR] Je dirais, joyeux. Je crois que l’optimisme est contagieux et fondamental pour rester concentré sur les solutions plutôt que sur les problèmes. J’essaie toujours d’apporter cette énergie positive au travail.
Que pequena coisa do dia a dia te deixa sempre bem-disposto?
[PT] Treinar de manhã! Dá outro animo e foco para enfrentar o dia.
[EN] Working out in the morning! It gives me a different kind of energy and focus to tackle the day.
[FR] S’entraîner le matin ! Ça donne un autre élan et une autre concentration pour affronter la journée.
Se pudesses ter um superpoder só para facilitar o trabalho, qual escolherias?
[PT] Conseguir comunicar com o computador através do pensamento, definitivamente. Dava um boost na produtividade, e para ser sincero não sou muito fã de manualidades, se der para automatizar, melhor!
[EN] Definitely being able to communicate with a computer through thought. It would give a huge boost to productivity, and to be honest, I’m not a big fan of manual tasks—if it can be automated, even better!
[FR] Définitivement, pouvoir communiquer avec l’ordinateur par la pensée. Cela boosterait la productivité, et pour être honnête, je ne suis pas très fan des tâches manuelles ; si on peut automatiser, c’est encore mieux!
A Datwyler IT Infra concluiu recentemente um projeto de modernização de grande escala no centro de dados “2nd Site” da Arcade Solutions AG, um fornecedor suíço líder em soluções de TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação). O projeto, executado sem interrupção das operações e com elevados requisitos de segurança, eficiência e escalabilidade, demonstra a capacidade da Datwyler em entregar soluções chave-na-mão de última geração.
A intervenção incluiu a construção de uma nova sala técnica, a instalação de sistemas modernos de arrefecimento livre, UPS dedicadas, novos sistemas de prevenção e extinção de incêndios, bem como a renovação completa da distribuição elétrica e do controlo de acessos. Tudo isto foi realizado com um planeamento rigoroso e uma coordenação contínua entre equipas, garantindo que o centro de dados permanecesse operacional durante toda a obra.
O resultado é uma infraestrutura preparada para o futuro, mais eficiente, escalável e alinhada com os mais elevados padrões internacionais.
LAPP Portugal: parceira Datwyler para projetos de alta exigência
Embora este caso de estudo tenha sido desenvolvido integralmente pela Datwyler na Suíça, a LAPP Portugal orgulha-se de ser parceira oficial da Datwyler IT Infra e de disponibilizar no mercado português soluções de conectividade e infraestruturas que complementam e potenciam projetos deste tipo.
A parceria entre a LAPP Portugal e a Datwyler IT Infra permite oferecer ao mercado nacional:
soluções de cablagem de alto desempenho
infraestruturas de TI robustas e escaláveis
componentes certificados para ambientes críticos
suporte técnico especializado
integração com soluções Datwyler para centros de dados, edifícios inteligentes e infraestruturas industriais
Esta colaboração garante que empresas portuguesas que pretendam modernizar ou expandir os seus centros de dados podem contar com soluções de qualidade internacional, apoiadas localmente pela LAPP Portugal.
Preparados para apoiar projetos semelhantes em Portugal
A modernização do “2nd Site” demonstra o nível de excelência que a Datwyler IT Infra entrega — e que a LAPP Portugal está pronta para apoiar em território nacional, enquanto parceira tecnológica.
Se a sua organização está a planear renovar a sua infraestrutura de TI, aumentar a resiliência do seu centro de dados ou implementar soluções de conectividade de última geração, a LAPP Portugal está disponível para ajudar a transformar esses objetivos em realidade
A cor, é a forma mais fácil de identificar qualquer cabo ou componente!
Mas nem sempre foi assim… Como exemplo, inicialmente os cordões de fibra multimodo 62,5um, também conhecida por OM1, vinham com a cor laranja. O OM2, de 50um, quando apareceu vinha exactamente com a mesma cor – o laranja. Para os técnicos assumia-se que os cabos seriam do mesmo tipo e para os diferenciar tinham que analisar a minuscula legenda inscrita em um cordão com cerca de 2mm de diametro. Algo bastante incómodo e que dava origem a erros de identificação.
No entanto quando apareceu o OM3 na cor Turquesa (ou Aqua) a identificação ficou facilitada face aos restantes. Contudo com o aparecimento do OM4 em 2009, a cor escolhida foi precisamente a da antecessora ou seja o Turquesa – vai-se lá entender porquê, repetindo-se assim o erro criado com o OM1 e OM2.
Definiu-se então uma nova cor para o para o OM4, o Erika Violet e também a sua irmã Heather Violet – nós na LAPP a identificamos por simplesmente Violeta (VT). No entanto este violeta poderá ser igualmente confundido com a cor rosa mas o nome correto é o Erika Violet.
Quando algum dos nossos cabos for chamado de cor-de-Rosa ele é, na verdade Violeta.
Erika Violet conforme o padrão de cores definido em 1927 pela ReichsAusschuß für Lieferbedingungen und Gütesicherung, uma comissão alemã que levou à definição, padronização de cores na indústria, que conhecemos como RAL seguido de 4 dígitos numéricos
Seguem as cores usadas normalmente para identificar os cabos e com
Conjuntos de cabos para uma agricultura sustentável: A agricultura sustentável exige uma utilização mais inteligente dos recursos. Na proteção das culturas, isso significa aplicar produtos químicos apenas onde são realmente necessários. O sistema SenseSpray® da Agtecnic utiliza câmaras para detetar infestantes e reduzir o uso de herbicidas até 90 por cento. Uma cablagem fiável é essencial para garantir esta precisão. A LAPP Austrália fornece conjuntos de cabos duráveis, provenientes da sua divisão Harnessing Solutions, que mantêm os braços pulverizadores — com extensões até 36 metros — ligados no terreno.
Os agricultores em todo o mundo enfrentam pressão para fazer mais com menos: proteger as culturas, garantir a produtividade e, ao mesmo tempo, reduzir o uso de químicos que pesam tanto no ambiente como nos seus orçamentos. Na Austrália, onde a pulverização em grande escala é uma prática comum na agricultura moderna, este desafio é particularmente evidente.
A Agtecnic, especialista em tecnologia agrícola, desenvolveu uma solução que aborda este problema de forma direta. O seu sistema SenseSpray® utiliza câmaras para analisar as culturas em tempo real, detetar infestantes e acionar os bicos de pulverização apenas onde o tratamento é necessário. O resultado: o consumo de químicos pode ser reduzido até 90 por cento sem comprometer a eficácia. O sistema pode ser instalado em novos pulverizadores ou adaptado a equipamentos já existentes. Normalmente, é montado em barras de pulverização com 36 metros de largura, com uma câmara colocada a cada metro para captar imagens detalhadas do terreno.
Este nível de precisão agrícola depende de uma conectividade eletrónica robusta. Cada câmara tem de transmitir dados e manter-se totalmente operacional apesar do pó, da humidade e das vibrações constantes no uso ao ar livre. Para cumprir estes requisitos, a Agtecnic recorre a conjuntos completos de cabos fornecidos pela divisão Harnessing Solutions da LAPP Austrália. “O SenseSpray é um produto de elevado valor, por isso precisávamos de cabos de alta qualidade, com durabilidade e fiabilidade excecionais em operação — foi por isso que escolhemos a LAPP”, afirmou Rob Johnson, cofundador da Agtecnic, que, juntamente com o também cofundador Peter Roberts, confia nos produtos LAPP há muitos anos.
Tecnologia de qualidade que compensa
Rob Johnson e Peter Roberts sabem que investir em tecnologia avançada de pulverização exige um compromisso inicial significativo. Ainda assim, ambos estão convencidos de que os produtores verão um retorno rápido. A razão é simples: quando os produtos químicos são aplicados apenas às infestantes que realmente ameaçam a cultura, os custos com herbicidas diminuem drasticamente.
Rob explica como a parceria com a LAPP contribuiu para tornar o SenseSpray® prático e fiável: “Conhecíamos a qualidade dos cabos LAPP desde a altura em que os comprávamos individualmente. A LAPP permitiu-nos comprar qualquer tipo de cabo ao metro, sem quantidade mínima de encomenda, e a maioria estava em stock aqui na Austrália”, afirmou.
À medida que a tecnologia evoluiu, a cooperação aprofundou-se. “Quando introduziram a divisão de harnessing solutions, conseguimos tirar partido da qualidade destes cabos e criar um serviço turnkey que nos libertou ainda mais tempo”, acrescentou Rob. Para ele, um serviço destacou-se em particular: “Além disso, a LAPP é uma das poucas empresas sediadas na Austrália que podia fornecer um serviço de sobremoldagem, o que nos poupou de ter de procurar isto no estrangeiro.”
Soluções de conectividade fiáveis, concebidas para as condições australianas
Com décadas de experiência na agricultura, Rob Johnson e Peter Roberts sabiam que nenhum produtor tolerará equipamento que falhe no terreno. A fiabilidade era essencial para o sucesso de qualquer produto nesta área.
Rob destacou as condições exigentes que o SenseSpray® tem de suportar: “Os cabos que ligam estas câmaras estão sujeitos a radiação UV intensa, água e, de um modo geral, a algumas das condições mais severas que o clima australiano pode gerar. Sabíamos que os cabos da LAPP estavam à altura da tarefa e têm tido um desempenho perfeito em operação.”
Uma parceria para crescer
Desde o seu lançamento há cerca de três anos, o SenseSpray® evoluiu para uma tecnologia disponível em toda a Austrália. A empresa estabeleceu parcerias de distribuição que levam o sistema a uma base mais ampla de produtores e começou mesmo a criar presença em mercados internacionais. Para Rob Johnson e Peter Roberts, este dinamismo confirma que a pulverização de precisão responde a uma necessidade real da agricultura moderna.
Rob destacou como a cooperação com a LAPP continua a desempenhar um papel importante na expansão do negócio: “Estamos sempre à procura de formas de automatizar tarefas agrícolas e ficámos impressionados com o interesse nesta tecnologia. Agora, com a divisão Harnessing Solutions da LAPP, sediada na Austrália, conseguimos obter conjuntos de cabos prontos a utilizar, cuja qualidade está comprovada, e isso poupa-nos ainda mais tempo.”
O que mais se destaca para ele é a qualidade da relação, tanto quanto a qualidade do produto: “A LAPP tem sido proativa, ágil e altamente comunicativa ao longo de toda a nossa colaboração.” Olhando para o futuro, vê novas oportunidades para aprofundar esta parceria: “Estamos ativamente a procurar formas de colaborar ainda mais, incluindo aproveitar a sua experiência em engenharia na fase de desenvolvimento de produto para novas inovações.”
O novo edifício do HUSLAB, situado junto ao Hospital Meilahti, em Helsínquia, será um dos maiores centros europeus dedicados à colheita e análise laboratoriais. Com cerca de 25.000 m² distribuídos por seis pisos, esta instalação representa um marco na área da saúde, combinando tecnologia avançada, eficiência energética e um baixo impacto ambiental.
Desde a fase inicial, o projeto foi concebido para responder a requisitos extremamente rigorosos, garantindo segurança, funcionalidade e adaptabilidade. Um dos pontos críticos foi a gestão de cabos, essencial para suportar três redes elétricas distintas:
Rede de distribuição normal
Rede de segurança com gerador diesel
Rede UPS para garantir continuidade em qualquer situação
Para cumprir estes padrões, foram escolhidas soluções da MEKA, reconhecidas pela qualidade, durabilidade e facilidade de instalação. A escolha não foi por acaso: além da fiabilidade, destacam-se os prazos de entrega eficientes e a competitividade dos custos.
Gestão de Cabos: Flexibilidade e Higiene em Ambiente Laboratorial
Nos laboratórios abertos, onde a higiene e a adaptabilidade são fundamentais, foram instalados mais de 2 km de caminhos de cabos em arame (wire mesh trays), garantindo uma solução prática e segura. Complementarmente, 10 km de escadas KS20 asseguram robustez e estabilidade em áreas críticas.
Com estas soluções, o novo HUSLAB está preparado para oferecer um ambiente altamente funcional, seguro e adaptável às exigências do futuro.
Ontem, no Dia da Industrialização em África, celebramos um continente vibrante e cheio de vida — o continente laranja, símbolo de savanas infinitas, pores-do-sol quentes e a energia pulsante de um lugar repleto de potencial. A cor laranja não é apenas um reflexo da paisagem africana, mas também uma marca que nos conecta diretamente à LAPP. É a cor da inovação, da conexão e da energia que impulsiona o progresso.
Para marcar esta data especial, temos o prazer de conversar com Luciano Costa, o nosso Gestor de Parceiros no West Africa. Luciano traz-nos uma visão única sobre como o continente laranja está a transformar desafios em oportunidades e a construir um futuro industrial brilhante, com o apoio e as soluções da LAPP. Prepare-se para explorar connosco esta ligação especial entre África e a nossa paixão pela conexão e desenvolvimento!
Que setores estão atualmente a impulsionar a procura por soluções elétricas em África?
Os setores que impulsionam a procura por soluções elétricas em África incluem energia e eletrificação, infraestrutura, indústria e mineração, petróleo e gás, telecomunicações e urbanização. Projetos de eletrificação rural e investimentos em energias renováveis, como solar e eólica, estão em destaque, enquanto a construção de rodovias, aeroportos, portos e edifícios comerciais demanda sistemas elétricos robustos. Operações industriais e de mineração necessitam de soluções para ambientes desafiadores, e plataformas offshore e refinarias requerem cabos ATEX e sistemas especializados. Além disso, a expansão de redes de dados e infraestrutura de TI, bem como o crescimento das cidades africanas, gera maior necessidade de eletrificação em áreas urbanas. Esses setores refletem o desenvolvimento acelerado do continente e a busca por soluções eficientes e sustentáveis.
Como caracterizarias o mercado das soluções elétricas em África? Quais os principais desafios e oportunidades?
O mercado de soluções elétricas em África está em rápido crescimento, impulsionado por investimentos em infraestrutura, eletrificação rural e energias renováveis. Apesar do potencial, enfrenta desafios como infraestrutura limitada, acesso restrito a financiamento, regulamentação variável e dependência de importações, além da escassez de mão de obra qualificada.
Por outro lado, há oportunidades significativas em projetos de energia solar e eólica, programas de eletrificação rural, urbanização crescente e parcerias público-privadas. A adoção de novas tecnologias, como redes inteligentes e automação, também oferece grande potencial.
Para aproveitar essas oportunidades, é essencial inovação, adaptação local e estratégias alinhadas às necessidades regionais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do continente.
Quais são as soluções da LAPP mais procuradas pelos clientes africanos?
Os clientes africanos buscam principalmente soluções da LAPP para energia, infraestrutura, indústria e telecomunicações. Os cabos elétricos de baixa e média tensão são muito procurados, assim como cabos especiais e acessórios ATEX para ambientes explosivos e solares para projetos de energias renováveis.
Há também grande demanda por sistemas de automação (OLFLEX®, ETHERLINE®) e acessórios industriais, como conectores EPIC® e prensa-cabos SKINTOP®. As soluções da LAPP destacam-se por sua qualidade, robustez, segurança e adaptação a desafios regionais, como altas temperaturas e ambientes agressivos.
Existem requisitos específicos ou adaptações técnicas para os projetos em África?
Os projetos em África exigem adaptações técnicas devido às condições locais. Cabos e equipamentos precisam suportar altas temperaturas e ambientes agressivos, como mineração e petróleo. Zonas industriais demandam ATEX para áreas explosivas, enquanto edifícios comerciais requerem cabos LSZH para proteção contra incêndios. Em áreas rurais, soluções como mini-redes e sistemas solares são essenciais. Além disso, os produtos devem cumprir normas locais, como o SONCAP na Nigéria. Essas adaptações garantem eficiência, segurança e sustentabilidade para atender às necessidades do continente.
Podes partilhar algum exemplo marcante de colaboração ou projeto que tenha deixado uma memória especial?
Sim, houve uma situação que me marcou bastante, em conjunto com um dos nossos parceiros, participámos num pedido para um grande projeto solar em África. Este projeto não foi apenas desafiador pelos seus requisitos técnicos complexos, mas também pela necessidade de coordenação com os diversos departamentos e superiores da empresa, todos envolvidos para o sucesso do projeto.
A complexidade era tão grande que desde o primeiro pedido até à conclusão da nossa parte, o projeto levou mais de 8 meses. Cada etapa exigiu atenção aos detalhes, alinhamento estratégico e um esforço colaborativo significativo. Apesar dos desafios, foi extremamente gratificante ver o impacto positivo que este projeto trouxe para a região em questão, para a empresa e relação com o nosso parceiro local. É uma memória que guardo com orgulho e que reforça o valor da colaboração e determinação para alcançar objetivos ambiciosos.
Que diferenças culturais mais se destacam nas interações comerciais com clientes africanos?
As interações comerciais com clientes africanos são marcadas por diferenças culturais que influenciam a forma como os negócios são conduzidos. Os clientes africanos valorizam relações interpessoais e confiança mútua, sendo comum estabelecer conexões e construir um relacionamento sólido antes de fechar negócios.
Diferentemente de alguns mercados ocidentais, os prazos podem ser tratados de forma mais flexível, dependendo da região. Em muitas empresas africanas, as decisões são tomadas por líderes ou figuras seniores, sendo essencial respeitar a hierarquia. A negociação é uma parte fundamental das interações comerciais, com discussões detalhadas sobre preços e condições. Além disso, a hospitalidade é um valor importante, e reuniões presenciais frequentemente incluem gestos de acolhimento.
Por fim, é crucial adaptar-se às normas locais e compreender as regulamentações de cada país africano, que podem variar amplamente. Essas diferenças culturais destacam a necessidade de se alinhar às expectativas regionais para estabelecer parcerias comerciais bem-sucedidas.
Qual foi o momento mais memorável durante a tua experiência comercial com África?
Houve um momento bastante marcante e desafiante, aquando da chegada pela primeira vez a um país desconhecido cerca da meia-noite e enfrentar duas horas na fila para obter o visto de entrada já é, por si só, uma experiência desafiadora. Durante esse período, receber a notícia de que a mala não seguiu viagem no mesmo avião porque foi extraviada, deixando-nos apenas com a roupa do corpo e reuniões importantes marcadas para a manhã seguinte, tornou a situação ainda mais complicada.
Essa experiência ensinou valiosas lições sobre adaptação e improvisação, obrigando-nos a encontrar soluções criativas mesmo em um ambiente desconhecido. No âmbito pessoal e profissional, momentos como este fortalecem a resiliência e promovem crescimento.
A mala, que apareceu quase destruída, no penúltimo dia antes do regresso a Portugal, acabou por ser apenas um detalhe perante as lições aprendidas.
Num mundo que exige cada vez mais inovação sustentável, o desenvolvimento de soluções sustentáveis de plástico desempenha um papel crucial, dado que este material é utilizado praticamente em todo o lado na nossa sociedade moderna. Desde produtos esterilizados na tecnologia médica, ao isolamento em construções energeticamente eficientes, passando pela proteção de alimentos perecíveis, os padrões de vida modernos seriam impensáveis sem os plásticos. Mas será possível utilizar os chamados “materiais verdes” em indústrias que dependem da utilização de certos tipos de plástico? Silvia Lajewski, especialista em tecnologia de plásticos e Engenheira de Investigação em Tecnologia de Compostos na LAPP, explica como utiliza os seus conhecimentos para desenvolver e aplicar plásticos ambientalmente responsáveis na LAPP.
A história da LAPP como especialista em cabos e soluções de ligação começou em 1957 com a invenção do primeiro cabo com fios de cores diferentes. Desde então, todos os produtos da LAPP têm algo em comum: são maioritariamente feitos de plástico — e isso nunca vai mudar! De forma simples, um cabo é sempre composto por um condutor elétrico rodeado por materiais isolantes. Se olharmos mais atentamente para a estrutura de um cabo, percebemos que não se trata apenas de uma única camada: diferentes condutores de cobre são individualmente revestidos com um material isolante, como PVC ou PE, para — como o nome indica — os isolar uns dos outros. Dependendo da aplicação, pode também ser necessária uma bainha interna ou uma blindagem em malha ou folha de cobre. Por fim, é produzida uma camada exterior para proteger o cabo contra esforços mecânicos, misturas químicas e variações de temperatura. Conforme os requisitos, esta camada pode ser feita de diferentes plásticos, como PVC, TPU ou TPV. Como cada camada de plástico num cabo tem uma função específica, é importante refletir cuidadosamente sobre se — e como — se deve fazer a transição para materiais ecológicos.
É aqui que entra Silvia Lajewski. O seu trabalho na LAPP consiste em investigar esta área e desenvolver soluções que tornem o uso de materiais nos produtos da LAPP mais sustentável. Mas por que razão a LAPP está a dar este passo? “Como os plásticos são um componente essencial dos nossos produtos, é importante analisarmos este material com atenção”, explica Silvia. “A sustentabilidade está também firmemente enraizada na nossa estratégia empresarial, por isso queremos tornar os nossos produtos, no seu todo — incluindo o uso de plásticos — mais sustentáveis.”
Silvia explica que isso é possível começando por distinguir os diferentes grupos de plásticos. O grupo mais conhecido é provavelmente o dos plásticos convencionais, que têm origem em recursos fósseis e representam a maioria dos plásticos produzidos a nível mundial. Em 2021, por exemplo, representavam cerca de 90%. Os chamados “bioplásticos” oferecem uma alternativa. “No entanto, nem todos os bioplásticos são iguais e isso não significa automaticamente que sejam sustentáveis”, esclarece Silvia. “Os plásticos diferem não só na forma como são produzidos, mas também na sua capacidade de degradação. Existem plásticos que são considerados bioplásticos, mas que continuam a ter origem em recursos fósseis, apenas porque são facilmente biodegradáveis.”
Já os chamados plásticos de “origem biológica” são a alternativa sustentável aos plásticos convencionais, pois os seus materiais de base têm origem vegetal ou animal e podem ser colhidos no espaço de, no máximo, duas estações de cultivo.
Para a LAPP, a especialista vê a solução nos plásticos de base biológica que não são biodegradáveis, pois “nas aplicações técnicas, é geralmente desejável um elevado nível de durabilidade e, por conseguinte, uma longa vida útil. Afinal, não seria nada vantajoso se a bainha do cabo se decompusesse completamente durante a sua utilização.” Isto pode ser alcançado com polímeros completamente novos, como o polietileno furanoato (PEF), cuja utilização e processamento devem ser totalmente reavaliados. No entanto, também é possível produzir materiais quimicamente idênticos aos convencionais a partir de matérias-primas de origem biológica, como o bioetanol. Segundo a especialista, estes plásticos não diferem dos plásticos convencionais em termos de durabilidade a longo prazo. Ao utilizar recursos renováveis, é possível alcançar um ciclo fechado de CO₂, desde que a produção e o processamento também sejam concebidos para serem neutros em carbono. “As possíveis fontes de plásticos de base biológica são tão diversas quanto numerosas: bactérias e algas, açúcar, colza, óleo de girassol, mas também resíduos agrícolas como o soro de leite”, afirma Silvia.
O que torna um polímero num plástico?
O termo químico polímero refere-se a compostos de hidrocarbonetos de elevado peso molecular, constituídos por milhares a milhões de pequenas unidades repetitivas (monómeros). Um polímero, na sua forma pura, precisa de ser preparado com aditivos adequados — um plástico é, portanto, um material tecnicamente utilizável composto por polímeros e aditivos.
Esta diversidade permite desenvolver soluções à medida que respondem aos requisitos e objetivos de uma utilização sustentável dos plásticos. Embora o mercado dos plásticos de base biológica ainda esteja numa fase inicial, Silvia Lajewski sublinha que isso pode mudar. “Em particular, está a ser intensamente investigada a utilização de resíduos agrícolas como matéria-prima para plásticos de base biológica, de forma a garantir a disponibilidade destes materiais”, explica. O foco na origem também faz sentido, pois assegura que não haja escassez de recursos noutras áreas, como a alimentação humana e animal.
A LAPP já adotou esta abordagem e começa a ver resultados. Silvia orgulha-se do ETHERLINE® FD P Cat.5a para Ethernet Industrial, o primeiro produto de série feito com um composto de base biológica no portefólio da empresa. Este biopolímero à base de milho tem as mesmas propriedades que a variante de TPU feita a partir de matérias-primas fósseis.
A LAPP está também a testar o uso de materiais reciclados, conhecidos como rPlastic, como material de isolamento e revestimento para cabos. Estão a ser testados protótipos quanto às suas propriedades mecânicas, químicas e elétricas específicas para cabos, e estes poderão reduzir significativamente a pegada de carbono dos produtos futuros.
Tendo isto em conta, Silvia apela às empresas para que encarem o caminho rumo a soluções sustentáveis de plásticos como parte da jornada para a neutralidade climática, e, portanto, como um esforço conjunto. Uma transformação que não mudará apenas os produtos, mas também a forma como olhamos para os plásticos.
Com o ETHERLINE® FD bioP Cat.5e, a LAPP lançou o primeiro cabo de dados no mercado que substitui parte das matérias-primas fósseis na capa plástica por alternativas de origem biológica. No passado ano, na SPS 2024, a LAPP apresentou também dois protótipos de caixas de conectores de base biológica da série EPIC® já próximos da fase de comercialização. A empresa assume assim um papel pioneiro na tecnologia de ligação sustentável.
As matérias-primas fósseis são problemáticas por vários motivos: em primeiro lugar, existem em quantidades limitadas no nosso planeta, embora sejam insubstituíveis para certas aplicações, como produtos farmacêuticos e médicos. Em segundo lugar, como grande parte dos depósitos já foi explorada, são necessários processos cada vez mais dispendiosos e, por vezes, prejudiciais para o ambiente, como o fracking, para extrair estas matérias-primas. E, em terceiro lugar – e não menos importante –, o processamento e consumo de matérias-primas fósseis gera uma quantidade significativa de emissões de gases com efeito de estufa, que são um dos principais motores das alterações climáticas e frequentemente causam danos ambientais.
A proteção ambiental e climática, bem como a responsabilidade social, desempenham um papel central na LAPP, empresa familiar líder mundial em soluções integradas e produtos de marca na área da tecnologia de cabos e ligações. Como parte de uma estratégia abrangente de sustentabilidade a nível empresarial e de produto, a LAPP está a trabalhar para que os materiais compósitos dos seus produtos sejam cada vez mais fabricados a partir de matérias-primas renováveis, em vez de fósseis. Tendo já disponibilizado uma opção de base biológica para um cabo de dados da série ETHERLINE®, a empresa sediada em Estugarda apresentou versões de base biológica das caixas de conectores EPIC® H-A 3 e EPIC® H-Q TG na feira de automação industrial SPS – apropriadamente em verde.
As paragens de máquinas são o pior cenário para as empresas de produção, pois resultam rapidamente em custos elevados e numa quebra na satisfação dos clientes. Mais de metade destas paragens são causadas por problemas nas soluções de ligação. Os conectores desempenham um papel fundamental na prevenção destas falhas, garantindo um contacto seguro entre o cabo e a ligação às máquinas e sistemas. O portefólio de produtos EPIC® da LAPP é especialmente apreciado pelos utilizadores pela sua robustez e fiabilidade.
O conector EPIC® H-A 3 é uma solução versátil utilizada em diversos setores. Seja na engenharia mecânica, no setor das energias renováveis, na produção alimentar ou na agricultura – a sua estrutura compacta oferece uma ligação fiável mesmo em espaços reduzidos, podendo ser adaptada de forma flexível a diferentes exigências. O EPIC® H-Q TG da LAPP foi especialmente concebido para a alimentação elétrica de motores e acionamentos servo. Graças ao seu design robusto e compacto, a ligação por ficha permite uma densidade de contacto excecionalmente elevada. Isto torna-o ideal para sistemas complexos em que a transmissão de energia e de sinal deve ser precisa e fiável – seja na automação industrial ou em sistemas de acionamento modernos.
Mesmo a versão standard de ambas as caixas de conectores combina sustentabilidade e segurança, uma vez que não contém fósforo vermelho nem halogéneos, oferecendo um elevado nível de proteção contra os efeitos do fogo. As variantes apresentadas na SPS 2024 distinguem-se ainda por serem fabricadas com bioplástico à base de amido de milho, contendo até menos 36% de carbono ligado (CO₂) no material base em comparação com as versões convencionais.
Variantes de base biológica: Sustentabilidade e eficiência económica em harmonia
“Muitas empresas estão interessadas em melhorar a sua pegada de carbono, o que também influencia as suas decisões de compra.” afirma Alexander Denk, Vice-Presidente da Unidade de Negócio EPIC®. “Ao mesmo tempo, as considerações económicas e técnicas continuam a ser importantes. Por isso, ficou claro para nós que as variantes de base biológica dos nossos produtos não poderiam ter um custo desproporcionadamente superior. E teriam de apresentar as mesmas características técnicas, para que fossem igualmente fiáveis na utilização.”
Ao desenvolver os materiais compósitos para as caixas de conectores, a LAPP assegurou que o bioplástico tivesse o mesmo comportamento de retração que a versão fóssil. Isto permite utilizar os mesmos moldes para ambas as versões, o que reduz significativamente os custos de produção da LAPP. Este fator tem também um impacto positivo no preço de venda. Além disso, não existem diferenças em termos de envelhecimento e resistência aos raios UV, conforme comprovado pelos extensivos testes realizados pela LAPP.
Desafios: Produção local e comparabilidade
Desenvolver compósitos de base biológica com as mesmas propriedades que os equivalentes fósseis é uma tarefa exigente, mas para a qual a LAPP está bem preparada. Alexander Denk explica: “O desenvolvimento de compósitos faz parte do nosso core business, e temos uma excelente competência interna, bem como parceiros externos altamente qualificados.” As certificações necessárias, por exemplo para cumprir requisitos elétricos, são o próximo passo neste contexto. “Um dos desafios, no entanto, é garantir uma qualidade consistentemente elevada em todo o mundo.” afirma Alexander Denk. “Por isso, é essencial que seja possível produzir bioplásticos localmente em qualquer lugar, de forma a evitar longas rotas de transporte – mas isso não é garantido e ainda exige trabalho de desenvolvimento.”
Outro desafio prende-se com a certificação e comparabilidade das soluções de ligação de base biológica. Alexander Denk explica: “Já existem normas relevantes neste domínio, mas podem ser interpretadas de forma bastante ampla, o que dificulta a comparação das declarações sobre potenciais poupanças em emissões, entre outros aspetos. Por exemplo, ‘menos 30% de CO₂’ pode significar coisas completamente diferentes consoante o fornecedor.” No entanto, a LAPP considera ainda mais importante impulsionar o desenvolvimento da tecnologia de ligação de base biológica: “Queremos também estimular o debate no mercado para que as normas sejam mais especificadas e se crie uma verdadeira transparência para os utilizadores.”
O futuro é de base biológica
A apresentação das duas caixas de conectores de base biológica no futureLab da SPS 2024 é típica da LAPP, afirma Alexander Denk: “Tal como aconteceu com outros produtos no passado, foi importante para nós discutir os nossos protótipos EPIC® de base biológica com os utilizadores, para garantir que a nossa oferta corresponde às necessidades e expectativas dos nossos clientes.” Segundo Denk, o feedback tem sido positivo e as empresas estão bastante recetivas à aquisição de componentes fabricados com matérias-primas alternativas, em prol da proteção ambiental e climática. “A sociedade e os legisladores exigem agora que as empresas melhorem de forma comprovada o seu equilíbrio ecológico, e os plásticos de base biológica são um aspeto importante nesse sentido.” explica Denk.
De qualquer forma, a LAPP sente-se motivada não só a desenvolver os dois protótipos até à fase de comercialização, como também a expandir o portefólio de variantes de base biológica dos seus produtos. Em breve, este incluirá versões de base biológica das buchas de cabo SKINTOP®, que poderão conter até 90% de materiais de origem biológica. “Não conseguiremos prescindir das matérias-primas fósseis num futuro próximo, mas estou certo de que o futuro é de base biológica” afirma Alexander Denk. “E tenho orgulho em saber que a LAPP está na linha da frente dos desenvolvimentos nesta direção.”
A comunicação sobre sustentabilidade das empresas costuma centrar-se nas emissões de Scope 1 e 2, que resultam da própria atividade da empresa e da energia adquirida. Já os dados relativos às emissões de Scope 3, geradas ao longo de toda a cadeia de valor das empresas de produção e que representam uma parte significativa da pegada de carbono dos produtos fabricados, são frequentemente mais difíceis de determinar. A LAPP pretende também criar transparência neste domínio e está a publicar cada vez mais dados sobre as emissões associadas à produção das suas soluções de fixação.
A “pegada de carbono do produto” (PCF) é um conceito-chave no compromisso das empresas com uma maior sustentabilidade. Refere-se à quantidade total de emissões de gases com efeito de estufa geradas ao longo do ciclo de vida de um produto. A PCF é particularmente relevante para muitos intervenientes, especialmente clientes e parceiros comerciais, pois permite avaliar o impacto climático de produtos individuais e, assim, tomar decisões de compra e investimento mais sustentáveis. Isto é cada vez mais crucial em muitos setores, que dão prioridade à aquisição sustentável – também para melhorar a sua própria pegada de carbono.
O desafio, no entanto, reside na dificuldade de recolher a PCF, devido a cadeias de abastecimento complexas, elevados requisitos de recursos para recolha de dados, lacunas de informação e fraca qualidade dos dados.
A LAPP é líder mundial em soluções integradas e produtos de marca na área da tecnologia de cabos e ligações. É uma das primeiras empresas do setor a publicar dados sobre a pegada de carbono dos seus produtos, segundo a abordagem cradle-to-gate. Esta abordagem abrange todo o ciclo de vida do produto, desde a extração das matérias-primas até ao momento em que sai do centro logístico. Para garantir a transparência e fiabilidade dos dados, estes são verificados pela DEKRA.
Tudo começou com os dados relativos ao popular cabo de ligação e controlo ÖLFLEX® CLASSIC 110, estando previstos mais 40 produtos da série ÖLFLEX®. No futuro, a empresa irá também alargar a análise da PCF aos seus produtos de sistema (SKINTOP®, SKINDICHT®) e aos cabos de dados (ETHERLINE®, UNITRONIC®).
Como é calculada a PCF?
A base para o cálculo da pegada de carbono do produto (PCF) é a norma ISO 14067, que fornece diretrizes reconhecidas internacionalmente para quantificar as emissões de gases com efeito de estufa de um produto. As emissões são expressas em equivalentes de CO₂ (CO₂e), que incluem não apenas o dióxido de carbono (CO₂), mas também outros gases com efeito de estufa, como o metano (CH₄) e o óxido nitroso (N₂O).
O primeiro passo é realizar uma análise do ciclo de vida. Como a LAPP segue a abordagem cradle-to-gate, esta análise inclui:
Extração de matérias-primas: emissões resultantes da mineração, processamento e transporte de materiais como o cobre para o condutor e o plástico para a isolação e revestimento
Produção: emissões geradas durante a fabricação do cabo, incluindo resíduos
Transporte, embalagem e armazenamento: emissões associadas ao transporte dos produtos entre a unidade de produção e o centro logístico da LAPP, bem como ao armazenamento e embalagem dos produtos
Idealmente, são recolhidos dados primários, provenientes diretamente das empresas fabricantes e dos fornecedores envolvidos. Quando esses dados não estão disponíveis, recorrem-se a dados secundários, ou seja, valores médios de bases de dados fiáveis como a ecoinvent. Na prática, a disponibilidade de dados primários com qualidade suficiente ainda é bastante limitada, o que obriga frequentemente à utilização de dados genéricos dessas bases.
Contudo, a norma ISO 14067 exige que as fontes de dados utilizadas sejam devidamente documentadas e que a sua qualidade seja avaliada. Paralelamente, a LAPP está a trabalhar para melhorar continuamente a precisão dos dados, intensificando o diálogo com os seus fornecedores.
Base para uma estratégia de sustentabilidade a longo prazo
Anna Maier é Gestora de Projeto para a Sustentabilidade de Produto na LAPP e responsável pelo projeto da Pegada de Carbono do Produto (PCF). Ela afirma: “A sustentabilidade faz parte do ADN da LAPP. Com a PCF, estamos a criar transparência para um número crescente de produtos, estabelecendo assim uma base importante para a nossa estratégia global de sustentabilidade.” Os dados não devem apenas fornecer melhor informação à LAPP, aos seus clientes e empresas parceiras, mas também conduzir a medidas concretas.
Por exemplo, o cobre utilizado nos fios dos cabos é responsável por mais de metade das emissões na série ÖLFLEX®. A LAPP está, por isso, a considerar dar prioridade a fornecedores de cobre com uma pegada de carbono mais reduzida no futuro, nomeadamente através da utilização de cobre reciclado. A LAPP é também parceira do sistema de garantia de qualidade “The Copper Mark”
Orgânico é o futuro, mesmo na tecnologia de ligação
A LAPP está também a desenvolver soluções de base biológica para materiais compósitos utilizados em cabos e conectores. Estas soluções substituem uma parte das matérias-primas fósseis por recursos renováveis como algas, milho ou resíduos agrícolas, melhorando significativamente a pegada ambiental e climática dos produtos. A LAPP assegura que, sempre que possível, as matérias-primas de origem vegetal não entrem em concorrência com a produção alimentar.
Com o cabo de dados ETHERLINE® FD bioP Cat.5e, a LAPP já lançou o primeiro cabo produzido em série com revestimento exterior de base biológica.Na feira de automação industrial SPS 2024, a LAPP apresentou também protótipos de fichas e conectores fabricados com compósitos de conteúdo biológico, já próximos da fase de comercialização. “A LAPP está, assim, a demonstrar novas possibilidades no segmento da tecnologia de ligação,” afirma Anna Maier. “Estamos a fazer um trabalho pioneiro com os nossos desenvolvimentos em soluções de ligação sustentáveis, participamos em debates intersectoriais e mantemos um diálogo constante com os nossos clientes, para que o nosso foco esteja não só nas suas necessidades em termos de sustentabilidade, mas também de qualidade e fiabilidade.”
Foco também nos dados da fase de utilização
A LAPP não se limita à abordagem cradle-to-gate na análise da pegada de carbono do produto (PCF), tendo começado também a considerar os custos e as emissões da fase de utilização dos cabos, que muitas vezes têm um impacto significativo no balanço global. Esta análise fornece igualmente informações valiosas para o desenvolvimento e produção de soluções de ligação.
Um exemplo concreto é a dimensionamento das secções dos condutores: embora secções maiores impliquem inicialmente custos de produção mais elevados e maior consumo de materiais, resultam em perdas de energia significativamente mais reduzidas durante a operação. Isto não só diminui os custos energéticos contínuos para os clientes, como também reduz de forma significativa as emissões de gases com efeito de estufa – uma vantagem que pode superar os custos ao longo de toda a vida útil do produto.
Com a sua abordagem cada vez mais holística na recolha de dados relacionados com a sustentabilidade, a LAPP é uma pioneira no setor. Anna Maier: “Queremos analisar o nosso próprio impacto nas alterações climáticas – com o objetivo de o reduzir. Estamos convencidos de que esta visão antecipada é uma vantagem competitiva e também apoia os nossos clientes e parceiros na concretização dos seus objetivos de sustentabilidade e eficiência.”