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Dia da Industrialização em Africa, com Luciano Costa

Ontem, no Dia da Industrialização em África, celebramos um continente vibrante e cheio de vida — o continente laranja, símbolo de savanas infinitas, pores-do-sol quentes e a energia pulsante de um lugar repleto de potencial. A cor laranja não é apenas um reflexo da paisagem africana, mas também uma marca que nos conecta diretamente à LAPP. É a cor da inovação, da conexão e da energia que impulsiona o progresso.

Para marcar esta data especial, temos o prazer de conversar com Luciano Costa, o nosso Gestor de Parceiros no West Africa. Luciano traz-nos uma visão única sobre como o continente laranja está a transformar desafios em oportunidades e a construir um futuro industrial brilhante, com o apoio e as soluções da LAPP. Prepare-se para explorar connosco esta ligação especial entre África e a nossa paixão pela conexão e desenvolvimento!

Que setores estão atualmente a impulsionar a procura por soluções elétricas em África?

Os setores que impulsionam a procura por soluções elétricas em África incluem energia e eletrificação, infraestrutura, indústria e mineração, petróleo e gás, telecomunicações e urbanização. Projetos de eletrificação rural e investimentos em energias renováveis, como solar e eólica, estão em destaque, enquanto a construção de rodovias, aeroportos, portos e edifícios comerciais demanda sistemas elétricos robustos. Operações industriais e de mineração necessitam de soluções para ambientes desafiadores, e plataformas offshore e refinarias requerem cabos ATEX e sistemas especializados. Além disso, a expansão de redes de dados e infraestrutura de TI, bem como o crescimento das cidades africanas, gera maior necessidade de eletrificação em áreas urbanas. Esses setores refletem o desenvolvimento acelerado do continente e a busca por soluções eficientes e sustentáveis.


Como caracterizarias o mercado das soluções elétricas em África? Quais os principais desafios e oportunidades?


O mercado de soluções elétricas em África está em rápido crescimento, impulsionado por investimentos em infraestrutura, eletrificação rural e energias renováveis. Apesar do potencial, enfrenta desafios como infraestrutura limitada, acesso restrito a financiamento, regulamentação variável e dependência de importações, além da escassez de mão de obra qualificada.  

Por outro lado, há oportunidades significativas em projetos de energia solar e eólica, programas de eletrificação rural, urbanização crescente e parcerias público-privadas. A adoção de novas tecnologias, como redes inteligentes e automação, também oferece grande potencial.  

Para aproveitar essas oportunidades, é essencial inovação, adaptação local e estratégias alinhadas às necessidades regionais, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do continente.

Quais são as soluções da LAPP mais procuradas pelos clientes africanos?

Os clientes africanos buscam principalmente soluções da LAPP para energia, infraestrutura, indústria e telecomunicações. Os cabos elétricos de baixa e média tensão são muito procurados, assim como cabos especiais e acessórios ATEX para ambientes explosivos e solares para projetos de energias renováveis.  

Há também grande demanda por sistemas de automação (OLFLEX®, ETHERLINE®) e acessórios industriais, como conectores EPIC® e prensa-cabos SKINTOP®. As soluções da LAPP destacam-se por sua qualidade, robustez, segurança e adaptação a desafios regionais, como altas temperaturas e ambientes agressivos.

Existem requisitos específicos ou adaptações técnicas para os projetos em África?

Os projetos em África exigem adaptações técnicas devido às condições locais. Cabos e equipamentos precisam suportar altas temperaturas e ambientes agressivos, como mineração e petróleo. Zonas industriais demandam ATEX para áreas explosivas, enquanto edifícios comerciais requerem cabos LSZH para proteção contra incêndios. Em áreas rurais, soluções como mini-redes e sistemas solares são essenciais. Além disso, os produtos devem cumprir normas locais, como o SONCAP na Nigéria. Essas adaptações garantem eficiência, segurança e sustentabilidade para atender às necessidades do continente.

Podes partilhar algum exemplo marcante de colaboração ou projeto que tenha deixado uma memória especial?

Sim, houve uma situação que me marcou bastante, em conjunto com um dos nossos parceiros, participámos num pedido para um grande projeto solar em África. Este projeto não foi apenas desafiador pelos seus requisitos técnicos complexos, mas também pela necessidade de coordenação com os diversos departamentos e superiores da empresa, todos envolvidos para o sucesso do projeto.  

A complexidade era tão grande que desde o primeiro pedido até à conclusão da nossa parte, o projeto levou mais de 8 meses. Cada etapa exigiu atenção aos detalhes, alinhamento estratégico e um esforço colaborativo significativo. Apesar dos desafios, foi extremamente gratificante ver o impacto positivo que este projeto trouxe para a região em questão, para a empresa e relação com o nosso parceiro local. É uma memória que guardo com orgulho e que reforça o valor da colaboração e determinação para alcançar objetivos ambiciosos.

Que diferenças culturais mais se destacam nas interações comerciais com clientes africanos?

As interações comerciais com clientes africanos são marcadas por diferenças culturais que influenciam a forma como os negócios são conduzidos. Os clientes africanos valorizam relações interpessoais e confiança mútua, sendo comum estabelecer conexões e construir um relacionamento sólido antes de fechar negócios. 

Diferentemente de alguns mercados ocidentais, os prazos podem ser tratados de forma mais flexível, dependendo da região. Em muitas empresas africanas, as decisões são tomadas por líderes ou figuras seniores, sendo essencial respeitar a hierarquia. A negociação é uma parte fundamental das interações comerciais, com discussões detalhadas sobre preços e condições. Além disso, a hospitalidade é um valor importante, e reuniões presenciais frequentemente incluem gestos de acolhimento.

Por fim, é crucial adaptar-se às normas locais e compreender as regulamentações de cada país africano, que podem variar amplamente. Essas diferenças culturais destacam a necessidade de se alinhar às expectativas regionais para estabelecer parcerias comerciais bem-sucedidas.

Qual foi o momento mais memorável durante a tua experiência comercial com África?

Houve um momento bastante marcante e desafiante, aquando da chegada pela primeira vez a um país desconhecido cerca da meia-noite e enfrentar duas horas na fila para obter o visto de entrada já é, por si só, uma experiência desafiadora. Durante esse período, receber a notícia de que a mala não seguiu viagem no mesmo avião porque foi extraviada, deixando-nos apenas com a roupa do corpo e reuniões importantes marcadas para a manhã seguinte, tornou a situação ainda mais complicada.  

Essa experiência ensinou valiosas lições sobre adaptação e improvisação, obrigando-nos a encontrar soluções criativas mesmo em um ambiente desconhecido. No âmbito pessoal e profissional, momentos como este fortalecem a resiliência e promovem crescimento. 

A mala, que apareceu quase destruída, no penúltimo dia antes do regresso a Portugal, acabou por ser apenas um detalhe perante as lições aprendidas.